sexta-feira, 18 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Solicitações para oferta de cães

A ACCBA, Associação de Criadores do Barrocal Algarvio agradece a todos os que, após o visionamento do programa Couto e Coutadas da RTP2, tiveram uma palavra de ânimo para com trabalho que estamos a realizar, no sentido de preservar o Cão do Barrocal Algarvio.
Como foi dito na reportagem, nunca comercializámos um único animal, no âmbito da nossa Associação. Temos, isso sim, oferecido muitos exemplares, com o objectivo de divulgar a raça.
Entretanto, após o referido Programa, os emails e telefonemas atingiram números que não nos permitem responder de imediato às solicitações para oferta de cães. Vamos, no entanto, guardar todos os contactos para, em tempo útil, responder aos pedidos.
Acrescentamos que todo esse esforço de divulgação é realizado à custa “dos bolsos” dos associados, alguns dos quais já gastaram muitos milhares de euros. Pedimos, por esse motivo, alguma compreensão.
Obrigado
Rogério Teixeira
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
terça-feira, 3 de novembro de 2009
O cão do Barrocal Algarvio no Jornal do Algarve
Depois de determinadas cinco linhagens a associação mergulhará na investigação genética
Cão do Barrocal Algarvio no rasto do reconhecimento
A confirmar-se geneticamente que o cão do Barrocal Algarvio é uma raça completamente diferente do podengo ou outra raça que lhe possa ser atribuída, o Algarve garantirá mais uma raça própria que não poderá ser reivindicada por outros. Segundo os fundadores da Associação de Criadores do cão do Barrocal Algarvio, depois de concluído este processo e dadas as características do animal, a sua proliferação pelo mundo fora, envergando o nome Algarve será uma realidade incontornável. Um património da região que ficará garantido mas que não tem obtido grande atenção das entidades oficiais
Com uma presença no Algarve cuja memória oral das gentes do interior da região fazem recuar pelo menos duas centenas de anos, o Cão do Barrocal Algarvio só passou a ter este nome depois da entrada no novo milénio. Neste momento, este cão continua a ser divulgado, criado, reproduzido e promovido pela Associação de Criadores do Cão do Barrocal Algarvio, uma associação sem fins lucrativos e cujo objectivo passa pelo não deixar perder uma raça algarvia que consideram ter características extraordinárias e nem deixar que ela seja reconhecida como raça noutro país. “Temos a convicção que é um cão diferente dos outros”, refere Rogério Teixeira, um dos membros fundadores da associação.
Actualmente a associação conta com pouco mais de uma dúzia de sócios e está a criar as condições necessárias para que a raça seja reconhecida pela Associação Portuguesa de Canicultura. Para que se concretize esse reconhecimento é preciso que existam pelo menos duzentos exemplares sem misturas com outras raças e têm de existir pelo menos cinco linhagens diferentes.
De acordo com os entrevistados, Rogério Teixeira e José Afonso Correia, deverão existir actualmente perto de mil cães, mas só contam os que provarem através de análises de sangue que não têm relação de consanguinidade e tenham linhagem identificada. “Estamos a tentar identificar as linhagens para fazer os cruzamentos”, refere Rogério Teixeira recordando que já foram feitas algumas análises na Universidade do Algarve. Os resultados obtidos que incluíram 15 cães indicaram que 11 deles eram precisamente iguais e totalmente diferentes dos resultados existentes de outros animais. Resultados que vieram trazer mais ânimo ao grupo de criadores.
Em entrevista ao Jornal do Algarve, Rogério Teixeira sublinha que o trabalho que vêm desenvolvendo visa “assegurar o cão enquanto raça algarvia, património do Algarve. Precisamente para não dar azo a que aconteça o que aconteceu com outros cães portugueses que aparecem noutros lados com o nome desses países como é o caso do cão de água espanhol, quando segundo se diz o cão de água era todo do Algarve”.
“Temos a convicção que é um cão diferente dos outros”
Com presença assídua na Feira de Caça e Pesca do Algarve, a associação tem vindo a trabalhar para conseguir delinear de forma clara as linhagens e perceber as características de cada animal para perceber os traços que definem este cão. Nesse sentido, têm percorrido o Algarve de uma ponta à outra para procurar mais exemplares. “O número de exemplares à partida era exíguo; No entanto, o trabalho intenso de procura para localizar mais animais por toda a região deu frutos”, refere a associação no seu espaço virtual (www.caodobarrocalalgarvio.com). Por outro lado, desde 2004 que dois especialistas têm vindo a fazer recolha de diversos dados sobre vários cães do barrocal que são apresentados.
Estudos morfométricos, recolhas de pêlo, fotografias e outras observações têm sido reunidas por estes especialistas que futuramente pretendem disponibilizar estes dados para a elaboração do derradeiro estudo científico que irá determinar se o cão do barrocal é ou não é uma raça única e não apenas uma sub-raça do podengo como, de resto, também existem alguns defensores.
“Que há representatividade, alguma homogeneidade de tipo, dedicados e apaixonados criadores é um facto, mas não chega”, referiu Jorge Rodrigues, juiz de exposições de cães de parar e de raças portuguesas na última Feira de Caça e Pesca e do Mundo Rural. Apesar de deixar as certezas para depois de concluídos os estudos genéticos, este especialista pensa que a História pode dar um contributo importante para esclarecer e justificar a presença de uma raça diferente que não possa ser considerada uma sub-raça dos podengos. Recordando que o Algarve foi ocupado por árabes entre 711 e 1249. “Para esses povos que em geral designamos de Mouros ficaram por cá, miscigenados com as populações da Reconquista (moçárabes). Para a religião islâmica professada por estes árabes invasores, os cães eram considerados impuros, mas havia uma excepção – o Saluki – considerado uma dádiva de Alá e que já era representado pelos Sumérios cerca de 7000 anos a.C. e considerado pelos egípcios o Nobre. O Saluki é um galgo ligeiro de pêlo curto, tem um crânio estreito e focinho pontiagudo, orelhas caídas abundantemente peludas, membros felpudos atrás e a garupa algo descaída com os ossos ilíacos salientes; a cauda é felpuda e enrola um pouco”, refere o especialista. Em tom de graça diz que este seu raciocínio pode não passar de uma estória, mas remata: “mas a História confere-lhe fundamento”.
Apesar das confirmações e incentivos que a associação tem vindo a receber ao longo dos anos, os seus sócios continuam a sentir que esta tem sido uma luta solitária que as entidades oficiais da região não souberam até agora abraçar.
“Não percebo porque é que os políticos não nos apoiam, porque isto promove o Algarve. Realmente já toda a gente fala do cão do Barrocal Algarvio e o algarvio está sempre associado”, refere Rogério Teixeira. Se ao nível das candidaturas para as autárquicas dizem ter sido convidados a reunir com um candidato, lamenta que o interesse não seja mais alargado e inclua, por exemplo, os recém eleitos deputados da Assembleia da República pelo Distrito de Faro. Garantindo que não estão nesta luta por dinheiro mas sim por paixão, lamentam que o trabalho científico relativo à identificação da raça não possa ser co-financiado com fundos comunitários ou nacionais.
Independentemente do modo como as entidades oficiais olham para o cão do barrocal, a associação vai continuar a sua luta. “Nós gostamos do cão e do que estamos a fazer. Portanto, não desistimos às boas”, garante José Afonso Correia acrescentando que “o cão sempre existiu e vai continuar a existir cá no Algarve”.
CAIXA
Como reconhecer um Cão do Barrocal Algarvio
Principais Qualidades: Excelente companhia, cão de guarda e de caça tanto para o coelho como para a perdiz e até para o Javali. Dinâmico, perspicaz, rápido e demonstra óptimo relacionamento com as crianças.
Cabeça: bem levantada, leve e fina com stop ligeiramente pronunciado. Crânio ligeiramente mais curto que o chanfro nasal;
Olhos: semi-oblíquos em forma de amêndoa, devido à grande intensidade solar que se faz sentir na região que lhe dá origem. O castanho é a cor predominante.
Orelhas: Com implantação alta, erectas e pontiagudas em forma de pirâmide;
Pescoço: Seco e de médio comprimento;
Linha Dorsal: semi-arqueada;
Tórax: de média profundidade, chegando aos codilhos ou ligeiramente mais abaixo, o que lhe permite grande resistência na caça;
Membros: secos, forte e aprumados;
Ventre: l.igeiramente arregaçado;
Cauda: comprida, chegando abaixo dos corvilhões, de pelo liso e comprido que em acto venatório ou alerta, forma uma bandeira;
Pêlo: liso e médio, muito macio, sem sub-pêlo, razão pela qual é designado de Felpudo, Lanudo ou Fraldado;
Cores: Mais frequentes são amarelos (claro, escuro e fulvo), preto, castanho (claro e escuro), branco unicolor ou malhado, conjugando qualquer das cores anteriores;
Altura: Macho - 45/55 cm ; Fêmea – 40/50 cm
Peso: Macho 20/25 kg ; Fêmea 15 / 20 kg.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
O C.B.A no Jornal A Avezinha
Arquivo: Edição de 17-09-2009
| SECÇÃO: Reportagem | ||||
Cão do Barrocal Algarvio esteve à beira da extinçãoIdentificada como raça algarvia, o Cão de Água não é a única pois o Cão do Barrocal Algarvio, que esteve à beira da extinção está em recuperação graças ao esforço de algumas criadores e da recém constituída Associação de Criadores do Cão do Barrocal Algarvio
Ao longo de gerações, o Cão do Barrocal Algarvio foi identificado, por caçadores e não só, como “cão abandeirado”, “fraldado”, “felpudo” ou “guedelhudo”, devido à forma da sua cauda e pelo comprido e macio. Excelente caçador, tanto na caça menor como nas montarias, o Cão do Barrocal Algarvio foi usado ao longo dos tempos pelos caçadores do Algarve, sem que alguém tivesse reparado na sua especificidade e personalidade e com potencial para futuro reconhecimento de mais uma raça portuguesa. A partir dos anos 60 do século XX e com a massiva introdução utilização de cães de parar, este cão típico do Algarve, esteve à beira da extinção; restaram alguns exemplares nas matilhas e em focos, posteriormente identificados, do Barrocal. Há mais de 10 anos, José Afonso Correia, o decano dos matilheiros do Algarve, começou a chamar a atenção para a identidade própria deste cão e para a necessidade de o recuperar. Deste modo, com esse objectivo bem preciso, nasceu a Associação de Criadores do Cão do Barrocal Algarvio, após alguns anos de amadurecimento de ideias muita procura de novos “sangues”. Para ultrapassar a questão da diversidade de denominações que o identificavam, decidiu-se que Cão do Barrocal Algarvio seria o nome a adoptar, porque identifica o cão, a faixa geográfica de onde procede, o Barrocal e a região a que pertence, o Algarve. O número de exemplares à partida era exíguo; no enanto, o trabalho intenso de procura para localizar mais animais por toda a Região deu frutos. Desde então, e com esse potencial em mãos, tem sido possível realizar o nosso trabalho. A Feira de Caça e Pesca e do Mundo Rural do Algarve, organizada pela Federação de Caçadores do Algarve é um importante evento anual da região. Desde 2004 que o Cão do Barrocal Algarvio se faz representar com um número significativo de exemplares. Por exemplo na edição de 2008 com cerca de 100 e na de 2009 alguns mais. Desde essa data, 2004, que os Drs. Jorge Rodrigues e José Ribeiro, presentes nas sucessivas edições da Feira de Caça fazem observações e identificação, bem como estudos morfométricos em alguns exemplares. O D. Jorge Rodrigues encetou, a partir dessa data, um trabalho fotográfico muito importante para o Cão do Barrocal Algarvio. Em 2008, ambos procederam à recolha de pêlo dos cerca de 100 exemplares presentes na Feira para futura investigação genética, identificando, em simultâneo, graus de parentesco. Ainda em 2008, com o patrocínio da Federação de Caçadores do Algarve e do seu president, Vítor Palmilha . Actual Presidente da CNCP – procedeu-se à recolha de amostras de sangue dos espécimes existentes, para uma análise de DNA para comprovar a homogeneidade genética do grupo de animais e permitir a comparação com outras raças. Rogério Teixeira é o presidente da Associação de Criadores do Cão do Barrocal e um dos que mais deseja o seu reconhecimento. Reconhece que esta raça merece ser credibilizada? “Tenho cerca de 20. Era um cão que estava distribuído pelas matilhas. De vez em quando aparecia um, depois outro. Havia o perigo de misturar com outras raças e se calhar até se perdeu um bocado. O José Afonso que há muitos anos tem cães destes, um dia começou a pensar que seria bom recuperar o cão do Barrocal que tinha outro nome. Então constituímos a associação e a partir daí com alguns problemas, resolvemos chamar-lhe Cão do Barrocal. A primeira medida foi criar um site. Trouxemos alguns à feira e a criação tornou-se imparável. A característica fundamental é o rabo, os pêlos nas pastas e a base das orelhas com um tufo. Além disto tem um comportamento diferente dos demais. O trabalho tem sido muito. Ainda não temos qualquer entidade pública que nos apoiasse ou se dirigisse perguntando se querámos alguma ajuda. Temos outra dificuldade que é não conseguirmos ter um canil porque ninguém os licencia.
Estes cães são muito meigos José Afonso Correia, o grande “responsável” pela preservação da raça esclareceu algumas dúvidas. “Tenho em casa muitos cães desta raça, no Arneiro, próximo e Faro, à volta de 80 exemplares. Aqui estão meus e de outras pessoas. Não têm pedigree porque ainda não estão registados mas estamos a trabalhar nesse sentido. As dificuldades são as normais que para se registar qualquer coisa neste paí é sempre difícil. A Federação de Caçadores do Algarve colabora e estamos a trabalhar nesse sentido. Estes cães não são comercializados. Os seus são utilizados na caça ao javali, aos coelhos, perdizes, etc. São muito bons e rápidos. São cães meigos e para companhia são espectaculares”.
Por: Arménio Aleluia Martins | ||||
terça-feira, 14 de julho de 2009
Pergunta frequente

Temos sido frequentemente abordados, directamente ou via mail, com a seguintes questões: " Quando estão disponíveis as primeira ninhadas?" ou "Como posso adquirir um Cão do Barrocal Algarvio?"
Compreendemos as questões e agradecemos muito o interesse que os nossos amigos têm no nosso Cão e no trabalho que desenvolvemos; no entanto, não queimaremos etapas com o objectivo de acelerar o processo, É fundamental dar passos muito seguros!
O poeta espanhol António machado escreveu "O caminho faz-se caminhando"; nós, Associação de Criadores do Cão do barrocal Algarvio, seguimos o rumo que previamente traçámos e que, acreditamos, nos levará ao reconhecimento do nosso Cão.
Pontualmente, temos oferecido cães aos amigos. A estes - e aos cães - tentamos não lhes perder a pista. É importante que assim seja, sobretudo, para evitar os erros do passado que, lembre-se, quase levaram à extinção do Cão do barrocal Algarvio.
Este trabalho de casa é fundamental, como será a investigação genética.
Mais tarde falaremos!
sexta-feira, 26 de junho de 2009
XIV Feira da Caça e Pesca e do Mundo Rural

A XIV Feira da Caça e Pesca e do Mundo Rural foi apresentada à Comunicação Social, Numa cerimónia que contou com a presença dos edis de Faro e Loulé, respectivamente, Drs José Apolinário e Seruca Emídio.
Vitor Palmilha, Presidente da Federação de Caçadores do Algarve, disse que esta edição será a maior de sempre e que o Cão do Barrocal Algarvio vai ser um dos destaques da Feira.
Dias 3, 4 e 5 de Julho estaremos no Estádio Algarve, na exposição de matilhas, com 40 exemplares.
Esperamos a sua visita.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Subsídios comunitários
Há quem diga que Portugal, nos últimos 10/15 anos, devido à (má) utilização dos subsídios europeus, tem vivido um estado artificial, não correspondente à nossa realidade, o que inevitavelmente nos trará reflexos negativos para o futuro.
Há, no entanto, quem, refutando essa posição negativista, afirme que, com a política de aplicação de subsídios, o nosso País deu um grande passo em frente, no sentido de se colocar no pelotão da frente da Europa e do mundo.
Quem tem razão? A nossa posição guardamo-la para outra ocasião! Recorrendo ao dito popular “ Ninguém dá nada a ninguém” sabemos que o dinheiro da Europa também é nosso, logo deve ser usado com algum cuidado.
Pese a boa ou má utilização que os fundos comunitários tiveram entre nós, instalou-se o preconceito de que qualquer actividade que inove, ou recrie, é uma descarada caça ao subsídio.
Esta introdução vem a propósito de questões que frequentemente são colocadas aos membros da Associação de Criadores do Cão do Barrocal Algarvio no sentido de saber quanto recebemos pela recuperação do nosso Cão. E a resposta é: nada. Pelo contrário, todo este processo nos tem levado muitos milhares de euros, em cuidados e alimentação e tudo o que envolve a criação de cães. E, como não comercializamos, nem um cêntimo entrou.
O que nos move, então? O amor a este cão de quem conhecemos as características e as muitas capacidades! E o desejo de que no futuro se constitua como mais uma raça portuguesa!
A propósito e com muita sinceridade, aguardamos uma palavra de incentivo das entidades oficiais nacionais e sobretudo das regionais. Infelizmente esse incentivo ainda não chegou. Afinal, estamos a recuperar parte do nosso património cultural! Nunca é tarde..
terça-feira, 19 de maio de 2009
Algarviadas
O cão do Barrocal Algarvio insere-se num contexto muito rico de tradições culturais e ele próprio é produto dessa ancestralidade. A propósito dessa especificidade cultural e linguística, foi publicado o livro Algarviadas, da autoria de António Vieira Nunes. É um livro que reúne, em prosa e em verso, termos algarvios que o autor pretende que não sejam esquecidos.
O autor nasceu em 16 de Novembro de 1937, é natural da freguesia do Algoz, onde fez a instrução primária. Na sede do concelho, Silves, Frequentou o Curso Industrial, na antiga Escola Industrial e Comercial. Exerceu durante muitos anos a actividade de serralheiro, fora da Região.
Recorrendo às novas tecnologias, escreveu as Algarviadas, de que a seguir transcrevemos algumas quadras:
.
Dizer vai dar banho ò cão
Éi uma frase bêim vulgar
Como éi vulgar dizer atão
Que tamêim éi popular
Onde o sol quente no verão
Faz mudar a cor da pele
Onde bortuêja éi comichão
Onde um cão é um cadele
Javali éi pórco espinhe
Outros chamam javarde
Moço pequeno é mecinhe
Uma chatice é um farde
A voz do burro éi zornar
Tromba de porco éi focinhe
Andar de gatas ingatinhar
Porco pequeno bacorinhe
Um terreno plano é uma varja
Uma encosta é uma chapada
Há terrenos que nã dão marja
Outros que nã prestam pra nada
Meter na água era pôr de môlho
Tratar da terra era contivar
Apanhar feno raspar restolho
Passar por água enxógar
segunda-feira, 18 de maio de 2009
O Barrocal Algarvio
É uma sub-região do Algarve, comprimida entre o Mar e a Serra, caracteriza-se pela existência de solos calcários, bastante pedregosos, sobretudo à medida que aumenta a altitude, onde apresenta bastantes afloramentos rochosos. O estrato arbóreo, designado Pomar de Sequeiro, é constituído por alfarrobeira ( Ceratonia siliqua), azinheira (Quercus rotundifolia), carrasqueiro (Quercus Coccifera), medronheiro (Arbutus unedo), zambujeiro( Olea europaea var sylvestris), oliveira (Olea europaea), figueira (Ficus carica), e amendoeira (Prunus dulcis).
O mato, extremamente denso, é predominantemente composto por aroeira (Pistacia lentiscus), murta (Myrtus communis), palmeira-das-vassouras (Chamaerops humilis), tojo (Genista hirsuta), tomilho cabeçudo( Thymus lotocephalus), zimbro (Juniperus oxycedrus), alecrim (Rosmarinus officinalis), madressilva (Lonicera periclymenum), rosmanhinho(Lavandula stoechas), salsaparrilha((Smilax aspera) e trovisco (Daphne gnidium).
quinta-feira, 14 de maio de 2009
O Ronaldo e os irmãos pequenos


Este artista bem disposto, da foto acima, é o Ronaldo. Aparece em 2 fases da sua vida:
- na penúltima foto, cachorro, com um ar muito feliz, quase sorridente;
- Na Última foto, mais compenetrado e adulto;
Os pequeninos, das duas fotos anteriores, são seus irmãos, por parte de pai e mãe.
Como se pode verificar, o Cão do Barrocal Algarvio surge com várias cores; por exemplo, os pais do ronaldo são ambos amarelos.
A ACCBA pretende seguir esta política de não limitação (e exclusão) de cores.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Uma medida importante
Surgiram muitas ideias, alguma controvérsia e apareceram as primeiras dúvidas: que plano de acção traçaríamos?
Nas nossas reuniões essas dúvidas acentuaram-se.. Houve quem falasse em 200 exemplares para início de qualquer processo de reconhecimento. E ficávamos à espera de ter esses exemplares todos? Com a procura de novos sangues, a coisa poderia demorar alguns anos.. E não seria tarde?
Alguém disse que era urgente avançar, porque sabe-se lá se alguem, vindo de outro sítio do planeta, não se apoderava de algo que é património do Algarve...
Por fim, surgiu o consenso!
Umas das medidas de gestão que requeriam mais celeridade tinha a ver com o segurar o nome do Cão. Decidimos que a criação de um site na internet seria a medida imediata.
Eduardo Gonçalves, um ex-aluno da Escola Secundária João de Deus, em Faro, onde trabalho há mais de 20 anos, elaborou-nos a Página - http://caobarrocal.no.sapo.pt/.
Tudo foi mais ou menos gratuito, o trabalho, o alojamento e o domínio. Contudo, cumpriu a sua função conforme tínhamos planeado; tanto assim que ninguém se atreverá a dizer que falou deste cão antes de nós!!!
Ecos de Lisboa
Desde 2004 que o Cão do Barrocal Algarvio se faz repreA Feira de Caça e Pesca e do Mundo Rural do Algarve, organizada pela Federação de Caçadores do Algarve, é um importante evento anual da região. sentar com um número significativo de exemplares – Por ex. na edição de 2008 com cerca de 100.
Desde essa data, 2004, que os Drs. Jorge Rodrigues e José Ribeiro, presentes nas sucessivas edições da Feira de Caça fazem observações e identificação, bem como estudos morfométricos em alguns exemplares. O Dr. Jorge Rodrigues encetou a partir dessa data um trabalho fotográfico muito importante para o Cão do Barrocal Algarvio. Em 2008, ambos procederam à recolha de pêlo dos cerca de 100 exemplares presentes na Feira para futura investigação genética, identificando, em simultâneo, graus de parentesco.
Relatório e Contas de 2005 do CPC é referido o seguinte:
"Na Feira de Caça e Pesca do Algarve (7/05) procedeu-se à observação e registo fotográfico de mais de três
dezenas de exemplares do chamado Cão do Barrocal Algarvio concentrados em mostra organizada por caçadores locais,
na maioria exemplares novos em relação aos observados no ano de 2004."
As primeiras reacções
Para uns era um devaneio e uma Invençao; para outros, uma brincadeira de chicos espertos;
para alguns, uma enorme minoria, recebemos palavras de incentivo e, entre eles não existiam muitos caçadores, para surpresa minha, do Zé Afonso, do Carlos..
É curioso que, a partir desse espanto inicial, vários caçadores, de variados pontos
do Algarve, afirmavam: "essa raça começou com um cão que o meu pai tinha lá.."
Como os pais estavam espalhados ao longo do Algarve, é natural que
os cães tambémo o estivessem..! E estavam, como ficou confirmado pela procura
que o zé Afonso e o Carlos fizeram; Encontraram exemplares desde Silves a Tavira.
A nossa tese confirmava-se. Este cão tinha de facto uma identidade e uma área geográfica
de onde provinha, a comprida faixa que atravessa longitudinalmente o Algarve, a
que os geógrafos convencionaram chamar de Barrocal.
A primeira etapa estava ultrapassada, muito havia a fazer..!




